Balneário Camboriú / SC
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GRAN PIANO
A Profa. Vânia D´Aquino Pinho tem uma relação de profundo amor com o piano. Uma história que começou na infância e que se estendeu pela vida. A paixão pelo instrumento, herança da mãe, fez dela uma eximia pianista. Admirada, talentosa e apaixonada pelo que faz, Vânia não esconde, hoje, a alegria de unir-se à equipe da MUSICLIN para propagar a paixão pelo instrumento e participar na formação de futuros pianistas, que sempre manterão viva a história do piano. Vânia é graduada em Licenciatura em Música e Bacharel em Piano pela EMBAP. É professora de Piano e Flauta Doce há 28 anos.
Como nasceu seu interesse pelo piano?
A minha mãe desde seus 15 anos tocava piano. Ela sempre amou tocar piano. Tanto que, enquanto não tinha o seu piano na infância tocava piano numa régua, porque a régua era branca com as marcações pretas. E ela imaginava o som do piano, sonhava com o som do instrumento. Aos 15 ela teve o seu piano e depois de casada ela levou para a nossa casa. Assim, nós nascemos escutando a minha mãe tocar piano. E nós nos reuníamos ao redor dela, os cinco filhos, para escolher o repertório que ela iria tocar para a gente.
Então, foi aí que começou o meu gosto pela música, pelo piano especialmente, e ela foi minha primeira professora. Quando ela percebeu que eu gostava de tocar piano ela me encaminhou para uma professora formada.
É diferente ensinar piano para crianças, adultos e idosos?
É diferente considerando a maturidade cognitiva, motora, expressiva de cada uma dessas etapas da vida. O amadurecimento é diferente, as necessidades são outras, a visão de cada um deles do aprendizado musical, seus objetivos. No processo ensino-aprendizagem acho que existem muitas diferenças e temos que tentar aceitá-las e dar oportunidade para que cada um seja o que é em cada etapa da sua vida. Mas não é diferente, por exemplo, a afetividade e a interação com cada um deles. Nisso não tem diferença. Cada aluno é precioso.
Existe diferença do piano erudito para o popular?
Na verdade, a música erudita em si é uma musica mais elaborada, escrita por grandes mestres e, portanto, um pouco mais complexa em sua harmonização, em seus arranjos, em sua composição como tal. É por isso não acessível, muitas vezes, a todos porque exige uma compreensão mais elaborada. Envolve estudo e erudição. São mais tocadas em salas de concertos, que por si próprias são mais formais, não são tão abertas ao público, o que cria uma clientela própria.
Ao passo que a música popular é composta por pessoas que estão mais na mídia, é mais aceita pelas gravadoras e por isso está na mídia. A música popular é tocada muitas vezes em espaços abertos e em sua composição, na maioria das vezes, é bem elaborada com instrumental, mas em si a harmonia, a canção, a linha melódica é simples. Lindas melodicamente também. Então, a diferença está na questão do espaço onde esses instrumentos são apresentados e da elaboração das peças.
Que motivos levam uma pessoa a querer ter aulas de piano atualmente?
Bem, quando eu digo às pessoas que eu sou pianista, elas dizem: “Ah, o som do piano é tão lindo!”... “Acho que é um dos sons mais lindos dos instrumentos que eu conheço”... “Ah, como eu gostaria de estudar piano...”. O som do piano encanta. Por outro lado, é um instrumento muito completo. Ele possui uma escala sonora ampla que oferece sons graves, médios e agudos. Capaz de fazer arranjos maravilhosos e ter uma harmonia completa. É orquestral até! E isso enche um palco. Além, é claro, do fato de ser um instrumento que no seu original é todo artesanal. Isso encanta as pessoas...